Santificados na Verdade: O Poder da Palavra Contra as Obras da Carne

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Em nossa caminhada de fé, somos constantemente confrontados com a batalha descrita pelo apóstolo Paulo entre a carne e o Espírito. Em sua carta aos Gálatas, ele nos fornece uma lista clara das “obras da carne”, práticas que nos afastam de Deus e destroem a comunhão. Entre elas, encontramos uma palavra poderosa e muitas vezes subestimada: a dissensão.
Durante o estudo bíblico da Deus e Nós Igreja Online, a Pastora Sandra Ribeiro e o irmão Vinícius mergulharam fundo no texto de Gálatas 5:20, desvendando o perigo espiritual oculto por trás das divisões e nos mostrando como a Palavra de Deus é nosso único e suficiente arsenal para essa guerra.
“Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,” (Gálatas 5:20, ARC)
A Anatomia da Dissensão: O Que a Palavra Grega Nos Revela?
Para compreender a gravidade da dissensão, é essencial ir à raiz da palavra. No grego original, a palavra usada é dichostasia, que ocorre apenas duas vezes no Novo Testamento. Ela é formada pela junção de dois termos:
- Dichos: A Dupla Posição
- Significa “duas vezes” ou “em dois”. A ideia central é de algo que se bifurca, que cria dois caminhos, uma dualidade.
- Stasis: O Estado de Insurreição
- Significa “posição”, “estado”, mas também “insurreição” e “briga”. Refere-se a um levante, uma posição de conflito.
O irmão Vinícius explica que a dichostasia é, portanto, uma “dupla posição” que gera conflito. Ela funciona como a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal: mistura uma parte de verdade com o engano, tornando-se sedutora e perigosa. Gera parcialidade, rupturas e facções, pois sua aparência de sabedoria e religiosidade esconde um veneno ineficaz contra o pecado e destrutivo para a unidade do corpo de Cristo.
O Alerta Apostólico: Como Lidar com os Semeadores de Divisão?
A Palavra de Deus não apenas define o problema, mas também oferece a solução. Em Romanos 16:17, Paulo é direto:
“E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.”
Logo, a orientação do Espírito é clara: afastar-se. Isso não significa odiar a pessoa, mas sim não ter comunhão com as obras das trevas que ela pratica. Devemos orar por um arrependimento genuíno — uma metanoia, ou seja, uma mudança real de mente e de conduta — e não aceitar um simples remorso, como o de Judas ou Esaú, que se entristeceram pelas consequências, mas não pela essência de seus atos. O perdão não nos obriga a concordar ou participar das obras da carne.
A Inversão de Valores do Mundo: Libertando Barrabás e Condenando Jesus
Então, a pastora e professora Sandra Ribeiro, nos presenteou com uma poderosa analogia retirada dos Evangelhos: a escolha da multidão por Barrabás. Barrabás estava preso por stasis (sedição, tumulto) e homicídio. Mesmo assim, a vontade da carne coletiva gritou por sua libertação, enquanto exigia a crucificação do único Justo, Jesus.
Isso ilustra perfeitamente a lógica do mundo e das obras da carne: o criminoso é solto e o justo é punido. Vivemos em tempos onde os fundamentos da justiça são torcidos e os valores invertidos. O que era errado passa a ser defendido, e aquele que anda na retidão é marginalizado. Estamos caminhando para o cenário onde o erro é enaltecido e a verdade, silenciada.
A Batalha Interior e Nossa Armadura Espiritual
Portanto, essa inversão de valores externa reflete a guerra interna que cada cristão enfrenta, como afirma Gálatas 5:17:
“Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne”.
Não temos a liberdade de fazer o que queremos, pois a nossa vontade natural pende para as obras da carne.
Então, como vencemos? A resposta não está em nossa força, mas no arsenal completo que Deus nos provê. Como o irmão Isaque sabiamente comentou durante a live, “todo o nosso arsenal vem por meio da Palavra de Deus”.
Vestindo-se da Palavra de Deus
- O apóstolo Paulo, em Efésios 6, detalha a Armadura de Deus, e cada peça está intrinsecamente ligada à Verdade do Evangelho:
- O Capacete da Salvação: A certeza da salvação que vem pela Palavra.
- A Couraça da Justiça: A justiça de Cristo, revelada a nós na Palavra.
- O Cinto da Verdade: A própria Palavra de Deus, que nos sustenta.
- O Escudo da Fé: A fé que “vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo” (Romanos 10:17).
- A Espada do Espírito: Que é, explicitamente, a Palavra de Deus.
A Palavra é nossa arma, nosso alimento e a água que nos purifica. É através dela que o Espírito Santo nos guia e nos capacita a combater o bom combate e viver uma vida que agrada a Deus.
Uma Palavra de Encorajamento: Não Temas, Pequeno Rebanho
Assim, o estudo encerra com uma poderosa mensagem de esperança. Não estamos sozinhos nesta luta. Foi Jesus quem nos escolheu e, se Ele nos escolheu, Ele mesmo nos capacitará, fundamentará e guardará.
A obra que Ele começou em cada um de nós, Ele é fiel para completar. Portanto, que possamos guardar Sua Palavra em nosso coração, para estocá-la, para que o Espírito Santo a utilize para nos socorrer, nos fazer crescer e expandir a luz do Senhor Jesus Cristo que habita em nós.