A Fé que Trocou um Império pelo Sacrifício: O Caminho de Moisés até as Bodas do Cordeiro

- Pegue sua Bíblia e vamos conhecer ao Senhor Jesus Cristo em Sua Palavra.
- Bíblia offline de estudos em Android: MyBible
- Bíblia online, via aplicativo ou site: YouVersion (Android, IOS)
O que você faria se tivesse que escolher entre a riqueza e o poder de um império e a promessa de um galardão invisível? Essa não é uma questão hipotética; foi a decisão que definiu a vida de Moisés e que, hoje, nos ensina sobre o verdadeiro valor da fé e a profundidade da nossa salvação.
Neste estudo bíblico, mergulhamos no coração do Evangelho para entender como a escolha de um homem no passado revela o mistério da nossa identidade no Senhor Jesus Cristo e nos convida para o maior evento da história: as Bodas do Cordeiro.
A Escolha de Moisés: Rejeitando os Tesouros por uma Promessa Maior
O ponto de partida da nossa jornada está em Hebreus, capítulo 11, o grande salão dos heróis da fé. A pastora Sandra Ribeiro e o irmão Vinícius analisam a decisão radical de Moisés:
Leitura de Hebreus 11:24-27
“Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera [em grego, Thumos] do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível.”
Moisés abriu mão de uma vida de pomposidade, segurança e riqueza. Humanamente, parecia uma decisão ingrata e insensata. Ele trocou o conforto do palácio pelo sofrimento no deserto. Por quê? Porque ele “contemplava o galardão”. Sua fé não estava no que via, mas Naquele que é invisível.
Essa atitude é um chamado para nós hoje: deixar para trás as coisas desta matéria, os apegos carnais e as oportunidades que o mundo oferece em prol de seguir o Espírito Santo. Como foi explicado na pregação, “considerar verdadeiramente as coisas invisíveis superiores às visíveis”.
O Método para Entender a Palavra: Indo à Raiz para Não Ser Enganado
Para compreender a profundidade de textos como esse, a pastora Sandra destaca a importância de não se contentar com traduções superficiais. É preciso ir à raiz das palavras, no grego e no hebraico, para que o Espírito Santo testifique a verdade.
A Palavra de Deus, inspirada, tem um único foco: Jesus Cristo. A pastora afirma com veemência: “O livro sagrado, o cânon sagrado, tem que dizer respeito a Jesus Cristo, ao Messias, ao ungido. Caso contrário, isso não é sagrado, não é inspirado por Deus.”
Essa busca pela verdade nos protege de doutrinas humanas e nos firma no Evangelho puro, revelado nas Escrituras.
A Parábola das Bodas: Quem são os Convidados para a Festa?
A pregação então nos leva a Mateus 22, onde Jesus conta a parábola das bodas. Um rei prepara uma grande festa de casamento para seu filho, mas os convidados originais recusam o convite. Aqui, a palavra grega Thuo (ou Tio) aparece, significando “sacrificar” ou “imolar”, referindo-se aos animais preparados para o banquete.
Essa parábola aponta para um mistério ainda maior: as Bodas do Cordeiro.
- O Noivo: Jesus Cristo.
- A Noiva: A Igreja, formada por judeus e gentios.
- O Banquete: A celebração da salvação, selada pelo sacrifício (Thuo) do próprio Cordeiro de Deus.
A Revelação Central: Você é Pecador ou Justo?
É aqui que o estudo atinge seu clímax, questionando uma das identidades mais arraigadas no meio cristão. Após a obra de Cristo, ainda somos “pecadores”? A resposta, segundo as Escrituras, é um sonoro “não”.
A pastora Sandra Ribeiro explica: “Quando a gente diz que a gente ainda é pecador, a gente está dizendo que a obra de Cristo Jesus é em vão. Ela não foi suficiente para cobrir os nossos pecados. Ou você é justo ou você é pecador. Não tem como ser as duas coisas ao mesmo tempo.”
A salvação opera em um processo divino descrito em Romanos 10:9-10:
- Crer com o coração para a Justiça: A justiça é concedida no seu interior, quando você crê que Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos.
- Confessar com a boca para a Salvação: Ao declarar “Jesus é o Senhor”, você troca o senhorio da sua vida. Você expulsa o antigo senhor das trevas e entroniza Cristo, ativando a sua salvação.
Quem fez isso não é mais “pecador”, mas sim “justo” diante de Deus. A obra de Cristo foi completa.
O Mistério da Adoção: De Órfãos a Filhos de Deus
Se fomos justificados, qual é a nossa nova posição? A de filhos. Jesus prometeu em João 14:18: “Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” Isso revela uma verdade profunda: antes de Cristo, a humanidade era órfã de Deus. Adão e Eva foram criaturas, não filhos nascidos. Seus descendentes herdaram essa condição de orfandade espiritual.
É por isso que precisamos ser adotados. O “Espírito de Filiação”, que é o próprio Espírito de Cristo, nos adota como filhos legítimos. Ele une nossa alma à Sua natureza divina, formando um novo homem, o homem espiritual. E nessa nova família, como Paulo explica, não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher, pois todos somos um em Cristo Jesus.
Essa unidade também redefine a “Trindade”. A pregação a explica não como três deuses, mas como um só Deus (que é o Espírito, João 4:24), isto é, Pai e Filho (João 10:30), se revelando em diferentes dispensações.
O Chamado Final: Da Semente ao Fruto
Receber a salvação é como receber uma semente divina (1 Pedro 1:23). Mas uma semente precisa crescer e dar fruto. Como Jesus ensinou, a diferença entre o trigo (filhos do Reino) e o joio (filhos do maligno) só se torna clara na maturidade, quando os frutos aparecem.
O plano de Satanás é nos manter como crianças espirituais, para que nunca frutifiquemos. Mas o chamado de Deus é para o crescimento, para que, tendo os olhos iluminados, conheçamos a esperança do Seu chamado e nos tornemos um testemunho vivo de Seu poder.
Que possamos, como Moisés, escolher o galardão eterno e, como filhos amados, crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo.