O Veneno da Discórdia: O Juízo de Deus Sobre a Semente que Destrói a Igreja por Dentro | Eritheia

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Você já sentiu o gosto amargo da discórdia dentro da comunidade de fé? Aquela tensão que surge não de uma simples diferença de opinião, mas de um espírito de partidarismo que divide e fere o Corpo de Cristo. Esta é uma das obras da carne mais sutis e destrutivas, e foi o tema de nosso profundo estudo bíblico.
Guiados pela pastora Sandra Ribeiro e pelo irmão Vinícius, mergulhamos na Palavra para entender a origem, as consequências e o antídoto divino para a semente da discórdia.
Desvendando a “Eritheia”: A Raiz da Ambição Egoísta
O ponto de partida do nosso estudo foi a palavra “discórdias” em Gálatas 5:20. No grego, o termo é Eritheia, que vai muito além de um simples desacordo. Conforme explicado no estudo, essa palavra denota:
“Um desejo de colocar-se acima, um espírito partidário e faccioso, que não desdenha a astúcia. Uma perseguição egoísta do ofício político através de meios injustos.”
É o mesmo espírito que o apóstolo Paulo combateu na igreja de Corinto, onde os membros se dividiam dizendo: “Ah, eu sou de Paulo”, “Aquele ali é de Apolo”, “Não, eu sou de Pedro”. Essa atitude facciosa levanta a pergunta crucial que ecoa até hoje: Cristo está dividido? (1 Coríntios 1:13). A resposta é um retumbante não. Somos membros de um único Corpo, com um único Senhor, isto é, o Senhor Jesus Cristo.
O Justo Juízo de Deus: A Hipocrisia de Apontar o Dedo
Para ilustrar a seriedade da discórdia, aprofundamo-nos em Romanos, capítulo 2, um texto que expõe a natureza do julgamento de Deus. A mensagem é clara: apontar o dedo para o erro do outro enquanto se pratica o mesmo é uma armadilha de autocondenação.
A Armadilha da Autocondenação
O estudo nos lembrou da sabedoria contida na versão “A Mensagem” de Romanos 2:1:
“Cada vez que você critica alguém, está se condenando. Você é tão errado quanto quem você critica”.
Essa atitude é uma cortina de fumaça da nossa natureza carnal para ignorar os próprios erros. Como Jesus ensinou, é a tentativa de tirar o cisco do olho do irmão enquanto uma trave bloqueia nossa própria visão (Mateus 7:3-5).
Deus, porém, não se deixa enganar. Ele vê o coração e responsabiliza cada um por seus atos.
A Bondade de Deus que Conduz à Mudança
O juízo de Deus não é arbitrário. Sua bondade tem um propósito: “Ele nos toma pela mão e nos conduz a uma mudança radical de vida”. Rejeitar essa condução é como “jogar lenha na fogueira” do justo juízo que virá.
O clímax dessa reflexão está em Romanos 2:8:
“Mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça.”
Ser “faccioso” (Eritheia) é desobedecer à verdade de Cristo para seguir a injustiça de uma agenda própria, de uma opinião carnal ou de um partidarismo que divide a família de Deus.
O Poder das Suas Palavras: Semeando Fé ou Incredulidade?
Uma poderosa analogia foi traçada com a história dos espias de Israel em Números 14. Deus havia prometido a terra, mas dez dos doze espias voltaram com um relatório baseado no medo e na visão natural. Eles declararam a derrota antes mesmo de lutar:
“Nós vamos morrer à espada. Nossos filhos serão entregues”.
A resposta de Deus foi um eco de suas próprias palavras:
“Juro pelo meu nome, declaro o Senhor, que farei a vocês tudo o que pediram.” (Números 14:28)
Eles deram legalidade à própria ruína por meio da incredulidade. O medo é o oposto da fé. Aquilo que declaramos com nossos lábios, seja baseado na promessa de Deus ou no temor das circunstâncias, tem o poder de moldar nossa realidade espiritual. A lição é um alerta: não podemos querer colher os frutos do Espírito enquanto agimos e falamos segundo a carne.
A Justiça Imparcial de Deus: Sem Favoritismo no Tribunal Divino
A análise de Romanos 2 continuou, revelando um princípio fundamental: a imparcialidade de Deus.
Romanos 2:6-11 (ARA) 6 Que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: 7 a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; 8 mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça. 9 Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego; 10 glória, porém, e honra, e paz, a todo aquele que pratica o bem, ao judeu primeiro e também ao grego. 11 Porque para com Deus não há acepção de pessoas.
Deus não favorece ninguém em detrimento da verdade. Então, seja judeu ou grego, a recompensa e o juízo são aplicados com base na obediência ou desobediência à verdade. A justiça e o amor de Deus se encontraram na cruz; fora dela, só há inimizade e condenação.
A Resposta em Cristo: Unidade, Oração e Santificação
Após a reflexão, o estudo nos conduziu a um momento de comunhão com a Santa Ceia do Senhor Jesus e, por fim, à oração sacerdotal de Jesus em João, capítulo 17. Essa oração é o antídoto perfeito para o veneno da discórdia. Jesus ora especificamente por nós:
“Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17:20-21)
Portanto, que a nossa unidade não é opcional; é o maior testemunho para um mundo dividido. É o resultado de sermos santificados pela Palavra, que é a Verdade, e de permanecermos no amor com que o Pai amou o Filho.
Que esta palavra se enraíze em nossos corações, nos protegendo do veneno da discórdia e nos moldando para sermos um, para a glória de Deus Pai.