A Fé que Vence a Morte e Abre Caminhos Impossíveis
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A caminhada cristã é fundamentada em uma confiança inabalável naquele que é o princípio e o fim de todas as coisas. Dando continuidade ao nosso estudo expositivo em Hebreus 11, mergulhamos nos versículos 28 a 31 para compreender como a fé não é apenas um sentimento, mas a substância que nos guarda do exterminador, abre mares onde não há caminho e derruba muralhas intransponíveis.
Neste estudo, ministrado pela Pastora Sandra Ribeiro e Vini, fomos levados a entender a profundidade do sangue de Cristo e o significado da vitória da vida sobre a morte.
O Sangue que Guarda do Exterminador (Hebreus 11:28)
O texto bíblico inicia relembrando a celebração da Páscoa. Pela fé, Moisés celebrou a Páscoa e o derramamento de sangue para que o exterminador não tocasse nos primogênitos.
“Pela fé celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas.” (Hebreus 11:28)
A análise nos mostra que aquele sangue no Antigo Testamento era uma sombra da realidade que temos hoje em Cristo Jesus. O Cordeiro de Deus se entregou para que, através do Seu sangue, fôssemos guardados da destruição.
Contudo, foi ressaltado um ponto crucial: o sangue de Cristo purifica a nossa consciência para servirmos ao Deus vivo, e não para a libertinagem. Não podemos “brincar” com o sangue santo, profanando-o com uma vida de pecado deliberado. O Espírito Santo se entristece quando rejeitamos a nossa primogenitura espiritual por “pratos de lentilhas” deste mundo. A verdadeira proteção está em manter uma consciência de filho, salvo e remido.
O Perigo da Imaturidade no Ministério
Durante o estudo, houve um importante alerta sobre a vida prática na igreja. Muitas vezes, coloca-se “bebês espirituais” na linha de frente de batalhas ou funções ministeriais antes do tempo; e isso mostra que os próprios que colocam estão em suas posições antes do tempo, pois se estivessem alinhados plenamente com o Espírito Santo não julgariam por parâmetros humanos, mas segundo o Espírito Santo que sabe exatamente onde cada parte do Seu Corpo deve estar e quando deve estar, afinal de contas, Jesus é o Cabeça, certo? E se aquele que está na posição não for imaturo espiritualmente, então sequer nasceu do alto, logo, é joio.
Assim como não se envia uma criança para a guerra, não se deve impor cargas espirituais sobre quem ainda não foi forjado pelo caráter de Cristo Jesus no dia a dia. A verdadeira adoração é um sacrifício vivo diário, e o ministério é consequência de uma vida madura com Deus. E Segundo o Espírito da Verdade do Evangelho, o próprio Papai (Aba) celestial vai mostrar como na própria vida diária a pessoa pode exercer sua parte no Corpo de Cristo, Sua Igreja, que não se restringe apenas a um templo, a uma plataforma digital ou qualquer coisa humana, mas é espiritual e pode atuar em todas as partes humanas; portanto, para isso, é necessário que cada parte entenda pelo Espírito Santo (não por si mesmo) qual é a sua função na Igreja, no Reino.
A Travessia do Mar Vermelho e o Significado de “Katapino” (Hebreus 11:29)
“Pela fé atravessaram o Mar Vermelho como por terra seca; o que tentando os egípcios, foram tragados.” (Hebreus 11:29)
Aqui vemos o contraste entre a fé e a presunção. Os israelitas, um povo escravo e de pastores sem treinamento militar, atravessaram o impossível pisando em terra seca (xerós – árida, sem umidade). Já os egípcios, confiando em sua cavalaria e força bélica, tentaram fazer o mesmo e foram destruídos.
A palavra grega destacada no estudo para “tragados” é Katapino (G2666), que significa beber, engolir, devorar ou consumir totalmente.
A Morte Tragada pela Vitória
Esta mesma palavra, Katapino, é usada pelo Apóstolo Paulo em 1 Coríntios 15:54:
“Tragada foi a morte pela vitória”.
A revelação trazida é poderosa: assim como o Mar Vermelho engoliu o exército da morte (os egípcios), a Vida de Deus (Zoe) engolirá a nossa mortalidade. O corpo corruptível se revestirá da incorruptibilidade. A vitória de Cristo é absoluta; Ele tem o poder de transformar a matéria e fazer com que a vida triunfe sobre a morte. Para o crente, a morte física é apenas um “dormir”, pois a promessa da ressurreição garante que seremos revestidos de glória.
Muralhas que Caem e Vidas que são Resgatadas (Hebreus 11:30-31)
A fé não opera apenas em grandes travessias, mas também na conquista e na redenção individual.
“Pela fé caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias. Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incredulos, acolhendo em paz os espias.” (Hebreus 11:30-31)
As muralhas de Jericó não caíram pela força de armas, mas pela obediência de rodear a cidade e confiar na promessa. Da mesma forma, Raabe, uma mulher gentia e prostituta, encontrou salvação não por sua moralidade anterior, mas por sua fé no Deus de Israel.
Assim, Raabe nos ensina que Deus não está limitado pelo nosso passado. Ao confiar no Senhor e se aliar ao Seu povo (acolhendo os espias), ela foi retirada da destruição, teve sua dignidade restituída e foi inserida na linhagem do próprio Messias. Isso prova que a fé no Deus Todo-Poderoso é capaz de reescrever histórias, transformando vergonha em honra e morte em vida.
Conclusão
Portanto, seja diante do exterminador, diante de um mar intransponível ou cercado por muralhas fortificadas, a resposta continua sendo a mesma: Fé no Deus Vivo. Ele é quem nos guarda, quem abre o caminho e quem nos justifica.
Quer se aprofundar nestas revelações e entender cada detalhe grego e teológico citado? Assista ao estudo completo abaixo:






