SIMPLICIDADE em JESUS CRISTO: Como BLINDAR SUA FÉ Contra o Engano

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Em um mundo repleto de informações e doutrinas que competem por nossa atenção, como podemos garantir que nossa devoção ao Senhor Jesus Cristo permanece pura, simples e incorruptível? A resposta pode ser encontrada em uma das advertências mais sérias do Novo Testamento, explorada em nosso recente estudo bíblico conduzido pela Pastora Sandra Ribeiro e pelo irmão Vinícius.
Portanto, a mensagem central é um chamado urgente para voltarmos à essência do Evangelho, blindando nossa mente contra as mesmas táticas sutis que levaram a humanidade à queda no Éden.
A Base de Tudo: Um Ministério Sem Corrupção
Assim, antes de mergulhar na advertência, o estudo estabelece uma base crucial com a defesa do apóstolo Paulo. Ele não estava apenas se defendendo, mas definindo o padrão de um ministério genuíno:
2 Coríntios 7:2: “Acolhei-nos em vosso coração; a ninguém tratamos com injustiça, a ninguém corrompemos, a ninguém exploramos.”
O irmão Vinícius destaca que Paulo afirma com veemência que seu ensino nunca trouxe prejuízo, desordem ou uma vida infrutífera. Pelo contrário, o verdadeiro evangelho edifica e santifica. Essa pureza de intenção e de mensagem é o solo fértil onde uma fé saudável pode crescer, contrastando diretamente com as sementes de engano que veremos a seguir.
O Alerta Atemporal: A Astúcia da Serpente Ataca a Mente
O coração do estudo reside na conexão que Paulo faz entre o engano no Jardim do Éden e os perigos que a igreja de Corinto enfrentava — e que a nossa igreja enfrenta hoje.
2 Coríntios 11:3: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.”
A pastora e professora Sandra Ribeiro explica que a estratégia do inimigo não mudou. A “astúcia” da serpente reside em sua habilidade de distorcer a verdade, acrescentar complexidade onde Deus estabeleceu simplicidade e, por fim, “corromper a mente”. O objetivo é sempre o mesmo: fazer com que a nossa devoção, que deveria ser simples, pura e completa, se torne dividida, confusa e contaminada.
O Perigo do “Outro Jesus” e do Falso Evangelho
Essa corrupção da mente abre a porta para o que Paulo denuncia nos versículos seguintes: a aceitação de um evangelho falsificado. No estudo, é enfatizado que esse não é apenas um perigo antigo, mas uma realidade atual. Paulo adverte sobre:
- Um “outro Jesus”: Um Jesus que não é aquele pregado pelos apóstolos, muitas vezes moldado para se adequar aos desejos da carne ou a filosofias humanas, esses são os muitos anticristos, o cristo da Babilônia.
- Um “outro espírito”: Um espírito diferente daquele recebido na salvação, que pode operar em sinais e prodígios, mas não produz o fruto da justiça e da santidade.
- Um “outro evangelho”: Uma mensagem que parece cristã, mas que foi sutilmente alterada, focando em prosperidade material, autoajuda ou legalismo, em vez da cruz e da graça.
Como a pastora alertou: “Qualquer semelhança com o que nós estamos vivendo, não é mera coincidência.” A divisão na Igreja, a proibição de irmãos visitarem outras congregações e a proliferação de “superapóstolos” são sintomas dessa doença espiritual.
A Solução Divina: Despojando-se da Velha Natureza
Se a corrupção entra pela mente e se alimenta dos desejos da carne, qual é a solução prática que a Bíblia nos oferece? O estudo nos leva a outra passagem fundamental:
Efésios 4:22: “Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano.”
A única forma de blindar a fé é através de uma decisão diária e consciente de se despir da “velha natureza”. A pastora Sandra foi enfática ao diferenciar o verdadeiro arrependimento do simples remorso. Não se trata de chorar pelos erros e depois repeti-los. Trata-se de Metanoia:
“Metanoia. Mudança de forma de pensar. Não é remorso que a pessoa chora, chora, chora, mas depois volta a fazer tudo de novo. Porque não mudou a sua forma de pensar.”
Logo, essa mudança de mentalidade, alimentada pela Palavra pura de Deus, é o que nos liberta dos “desejos enganosos” e nos capacita a discernir entre o evangelho de Cristo Jesus e as suas imitações.
Conclusão: Um Chamado à Maturidade e à Verdadeira Unidade
O estudo conclui com uma poderosa exortação. A comunhão que temos como irmãos custou um alto preço: o sangue do Senhor Jesus. Viver em divisão, presos a cercados denominacionais e a doutrinas de homens, é desvalorizar esse sacrifício.
A maturidade cristã não é medida pelo conhecimento de técnicas de pregação ou pela eloquência, mas pela capacidade de conferir tudo com as Escrituras, como os crentes de Bereia. É abandonar a preguiça espiritual e se dedicar a conhecer a Verdade, pois somente ela pode nos libertar do engano.
Assim, o chamado final é para que a Igreja de Cristo cresça, se torne consciente de sua identidade e viva a unidade genuína que só é possível na simplicidade e pureza do verdadeiro Evangelho do Senhor Jesus Cristo.